Criança foi transferida em estado gravíssimo para Pouso Alegre com lesões severas; suspeito nega crime, mas Polícia Civil ratifica prisão
As investigações sobre a tentativa de homicídio de uma criança em Extrema avançam com revelações cruciais que confrontam os depoimentos dos responsáveis. Enquanto a vítima luta pela vida em um hospital de Pouso Alegre, o laudo médico pericial tornou-se a peça central para a Polícia Civil desmentir a tese de acidente doméstico.
As investigações sobre a tentativa de homicídio de uma criança em Extrema avançam com revelações cruciais que confrontam os depoimentos dos responsáveis. Enquanto a vítima luta pela vida em um hospital de Pouso Alegre, o laudo médico pericial tornou-se a peça central para a Polícia Civil desmentir a tese de acidente doméstico.
As Versões Conflitantes
Em interrogatório, o pai da menina negou qualquer ato de violência, alegando desconhecer como as lesões surgiram. Por outro lado, a mãe da criança apresentou informações ambíguas: inicialmente, afirmou que a filha não tinha ferimentos ao ser entregue ao pai na manhã do crime; posteriormente, relatou que a menina teria sofrido uma "queda da própria altura" dias antes, mas que o episódio não parecia grave.
Um ponto sensível no depoimento da mãe foi a revelação de que a filha, apesar de manter convívio com o pai, demonstrava "certa resistência" em permanecer sozinha com ele, um comportamento que agora é analisado sob a ótica de possíveis abusos ou agressões.
O Laudo Médico
O que mudou o rumo da investigação foi o exame clínico detalhado. O laudo aponta que a criança sofreu uma fratura craniana severa e possuía hematomas nos braços. A natureza dessas marcas indica que a menina foi segurada ou contida com força desproporcional, lesões que a autoridade policial classificou como incompatíveis com uma queda acidental.
Diante do risco concreto de morte e da evidência de agressão direta, a prisão em flagrante do pai foi ratificada pelo crime de tentativa de homicídio qualificado. O suspeito já foi transferido para o sistema prisional, onde aguarda o desenrolar do inquérito que apura a extensão total das agressões.
Fonte: G1 e Jornal + Extrema
Autor: A redação