A Praça Central de Extrema, historicamente conhecida como um ponto de encontro e lazer para a população, tem sido palco de cenas de violência e degradação social que assustam moradores e comerciantes. Hoje um episódio gravíssimo chocou quem circulava pelo local: homens em situação de rua se envolveram em uma briga armada com faca, expondo pedestres e famílias a um risco iminente de morte em plena luz do dia.
O caso, registrado em vídeo por testemunhas, escancara uma crise de segurança pública e ordem urbana que vem se arrastando no município.
Após a repercussão das imagens e a recente flexibilização das normas que regiam o uso das praças — permitindo maior ocupação desses espaços —, diversos moradores procuraram a redação do Folha de Extrema para relatar o sentimento de abandono.
Segundo os depoimentos, as famílias estão deixando de frequentar as praças municipais.
"O espaço que deveria ser para as crianças brincarem e para os idosos caminharem foi tomado. O que vemos hoje, a qualquer hora do dia, são pessoas consumindo drogas, fazendo uso excessivo de bebidas alcoólicas, dormindo embriagadas nos bancos e abordando pedestres de forma intimidadora para pedir dinheiro", desabafou uma moradora que preferiu não se identificar por medo de retaliações.
As reclamações convergem para um ponto comum: a sensação de que os espaços públicos deixaram de ser um ambiente familiar para abrigar indivíduos de conduta duvidosa, comprometendo a tranquilidade de quem vive e trabalha no centro da cidade.
A população cobra agora uma resposta rápida e eficaz da Prefeitura de Extrema e dos órgãos de segurança do Estado. Embora a atual gestão tenha defendido mudanças na legislação com a promessa de devolver "vida, arte e cultura" às praças, os moradores apontam que faltou planejamento e contrapartida na fiscalização.
A comunidade destaca que a revitalização cultural das praças só será possível quando houver a garantia do direito mais básico de qualquer cidadão: a segurança de andar na rua sem o medo de se deparar com uma lâmina de faca. O espaço segue sob tensão, e as respostas por parte do poder público tornaram-se urgentes