O caso da prisão de uma moradora do bairro Tenentes por supostos maus-tratos a animais revelou um drama profundo de extrema pobreza e vulnerabilidade social em Extrema. A mulher negou qualquer crueldade intencional e expôs a grave crise financeira e de saúde enfrentada pela sua família.
Sem recursos devido a doenças no ambiente familiar, a moradora relatou que não tinha dinheiro para comprar ração e que os cães dividiam a mesma alimentação escassa dos humanos: arroz e polenta. Sabendo das suas limitações econômicas, ela afirmou ter pedido há meses para a Vigilância em Zoonoses municipal recolher os animais, mas o socorro nunca foi enviado.
Além do impasse com o setor de Zoonoses, a moradora declarou ter buscado amparo repetidamente junto à Assistência Social do município, contudo, alega que nunca recebeu retorno ou suporte.
O desfecho do caso, que resultou em uma ação policial e na detenção da moradora em vez de uma intervenção humanitária ou sanitária, joga luz sobre o descaso estatal. O episódio evidencia as falhas na rede de proteção e assistência social com famílias no limite da pobreza material. O espaço segue aberto para os esclarecimentos das secretarias municipais envolvidas.
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