A preservação da Serra da Mantiqueira voltou a ser centro de preocupações em Extrema. Um grupo de moradores acionou a reportagem do Folha de Extrema para denunciar uma suposta destruição de vegetação e movimentação de terra em uma Área de Proteção Ambiental (APA).
De acordo com os relatos, a intervenção estaria ocorrendo de forma irregular, sem a apresentação de placas de projeto ou de licenciamento ambiental visíveis.
A área afetada fica nas proximidades da Rodovia Fernão Dias, região que serve como uma das principais guias e portas de entrada para a Serra do Lopo, um dos patrimônios ecológicos e turísticos mais importantes do município.
A denúncia ganhou força após frequentadores e moradores locais registrarem a presença de maquinário pesado na localidade. O que chamou a atenção da comunidade foi o fato de que veículos avistados operando na área de preservação ostentava a identificação da própria Prefeitura Municipal.
Quem vive na região e acompanha o crescimento do turismo ecológico teme que a fauna e a flora locais sejam severamente impactadas de forma negativa.
"Essa é uma área onde a natureza nasceu e cresceu intocada. Modificar esse relevo sem um estudo rígido de impacto ambiental pode afastar os animais, destruir nascentes e prejudicar o potencial turístico que sustenta tantas famílias aqui em Extrema", alertou um dos denunciantes, que preferiu resguardar sua identidade.
Prezando pela responsabilidade jornalística e pelo direito ao contraditório, nossa equipe de reportagem entrou em contato formal com a Secretaria de Comunicação do município para entender a natureza da intervenção e questionar se a suposta obra possui as devidas licenças e autorizações dos órgãos ambientais competentes.
No entanto, até o fechamento e publicação desta matéria, não obtivemos nenhum retorno ou posicionamento oficial por parte do governo municipal. O espaço segue aberto para que as autoridades e os responsáveis pela coordenação das máquinas possam prestar os devidos esclarecimentos à população.
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