Uma paralisação mobilizou cerca de 1.200 trabalhadores da fábrica da Midea, em Pouso Alegre (MG), nesta terça-feira (23). O protesto na porta da unidade foi motivado pela denúncia de que um gerente estrangeiro, vindo da China, agrediu fisicamente um funcionário do setor de qualidade com socos nas costelas e golpes usando uma "gaxeta" (borracha de vedação de geladeiras).
O Sindicato dos Metalúrgicos da região classificou o caso como gravíssimo e afirmou que o episódio superou o assédio moral. “O que aconteceu é uma lesão corporal. Um trabalhador foi covardemente chicoteado nas costas.
É um paralelo vergonhoso com o período da escravidão", repudiou a tesoureira da entidade, Cristiane Aparecida dos Santos.
De acordo com o presidente do sindicato, Francisco Pereira (o "Piauí"), os funcionários decidiram silenciar as máquinas e há indicativo de greve por tempo indeterminado caso a Midea não tome medidas severas e imediatas contra o gestor. Além da agressão, o ato também denuncia uma rotina de assédio moral e condições precárias de trabalho na planta.
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