A queda de braço entre os motoristas da Secretaria de Educação e a Prefeitura de Extrema (MG) ganhou um novo capítulo. Após a paralisação de terça-feira (7) — que protestou contra uma mudança repentina na escala —, o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (SINDSEXT) interveio e conseguiu congelar a medida da administração pública. Com o recuo da prefeitura, a nova paralisação que a categoria planejava realizar nesta sexta-feira foi momentaneamente cancelada, afastando o risco de uma greve geral que deixaria milhares de estudantes sem transporte em Extrema.
Embora a prefeitura tenha anunciado a abertura de novas vagas para motoristas logo após o primeiro protesto — o que foi visto como uma tentativa de retaliação —, juristas e opositores apontam que a medida esbarra na legislação: por estarmos em pleno período eleitoral, esse tipo de contratação é proibido por lei, o que aumentou o desgaste político da situação.
O sindicato entrou na jogada após os trabalhadores denunciarem que foram induzidos a assinar uma ata sob a falsa informação de que era apenas uma lista de presença. O presidente do SINDSEXT, Márcio Rogério, e a assessora jurídica, Dra. Ágata Almeida, realizaram uma reunião geral para barrar a manobra.
Ficou acordado que a escala anterior está mantida até que ocorra uma reunião oficial entre o sindicato, a Procuradoria do Município e a Secretaria de Educação.
Apesar do cancelamento do protesto de sexta-feira, os motoristas e monitores decidiram manter uma resposta organizada: suspenderam coletivamente a realização de todas as horas extraordinárias, cumprindo apenas a jornada regular. A categoria permanece em estado de alerta até as negociações finais.
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