O clima esquentou de vez nos bastidores da Prefeitura de Extrema (MG). Rompendo o acordo que havia congelado a crise na Educação, a administração municipal iniciou, nesta sexta-feira (10), a demissão dos motoristas e monitores do transporte escolar que participaram da paralisação no início da semana.
Fontes internas relatam um ambiente de extrema tensão e revolta dentro da Secretaria de Educação.
Assim que as primeiras demissões foram confirmadas, o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (SINDSEXT) foi acionado e enviou sua diretoria e assessoria jurídica imediatamente para o local. Diante do que a categoria está chamando de "retaliação e perseguição política", a ideia de uma nova paralisação já voltou a ser ventilada e pode interromper o transporte dos alunos a qualquer momento.
As demissões e a abertura de novas vagas para motoristas — anunciada no início da semana — jogaram a gestão do prefeito Dr. Fabrício no centro de uma grave crise jurídica. Por lei, contratações, demissões sem justa causa e exonerações de servidores são proibidas durante o período eleitoral para garantir a lisura do pleito.
A situação do governo municipal é ainda mais delicada porque, recentemente, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) evidenciou a ilegalidade desse tipo de movimentação de pessoal na cidade. O MP deu um ultimato ao Secretário de Educação, que agora caminha a passos largos para responder judicialmente por improbidade administrativa caso insista em descumprir as normas legais e eleitorais.