Financiado com recursos públicos da Prefeitura de Extrema e com entrada mediante a doação de 1 kg de alimento não perecível, o Celebra Extrema tornou-se alvo de questionamentos de lideranças religiosas locais. O motivo é o forte contraste na comunicação pública: apesar de confirmar atrações de peso nacional, como a cantora Cassiane e a Banda Morada, o evento é pouco divulgado nos canais oficiais do município.
Líderes evangélicos ouvidos pela reportagem da Folha apontam que, enquanto festas seculares da cidade — a exemplo da tradicional Festa do Peão de Extrema — contam com meses de divulgação ostensiva e forte investimento publicitário, o festival gospel recebe uma promoção tímida e em cima da hora.
Cobrança por igualdade no alcance social
A insatisfação dos pastores não envolve a grade de shows, mas sim a disparidade no tratamento conferido pela administração municipal e o impacto no objetivo social do evento. Para os líderes religiosos, uma festividade que une fé e arrecadação de mantimentos deveria receber o mesmo empenho de mídia dedicado aos demais grandes eventos da cidade.
"A Festa do Peão tem meses de divulgação em todas as redes, rádios e outdoors, enquanto o Celebra Extrema é pouco divulgado e fica escondido. A entrada é 1 kg de alimento para ajudar quem precisa, mas sem propaganda o público não fica sabendo. O cidadão cristão paga seus impostos e quer ver a mesma dedicação da Prefeitura", afirmou um dos líderes ouvidos.