No Dia da Mulher, vítima é agredida por ex-companheiro com pedaço de madeira em Extrema

 O crime ocorreu na zona rural do município; câmeras de segurança registraram o momento em que o agressor invadiu a residência e desferiu golpes contra a ex-companheira.


violencia contra mulher



EXTREMA, MG – O que deveria ser um dia de celebração e reflexão sobre os direitos femininos terminou em violência e medo para uma moradora do bairro Barreiro, na zona rural de Extrema. No último domingo (8), data em que se comemorou o Dia Internacional da Mulher, uma mulher denunciou ter sido brutalmente agredida pelo ex-companheiro após ele invadir sua residência.


A Invasão e o Ataque


De acordo com o relato da vítima, o episódio teve início por volta das 21h, logo após ela retornar da casa de seu atual namorado. A tranquilidade foi interrompida pelo som de vidros estilhaçados. Ao verificar a origem do barulho, a mulher deparou-se com o ex-companheiro, que utilizava um pedaço de madeira para quebrar a porta de entrada.
Sob gritos e ameaças de morte direcionadas a ela e ao seu atual parceiro, o agressor exigia que ambos saíssem do imóvel. "Ele gritou para sairmos porque iria matar nós dois", afirmou a vítima em depoimento.


Violência Física e Fuga


Na tentativa de proteger o namorado, a mulher se colocou à frente do agressor. Nesse momento, foi atingida por diversos golpes de madeira que causaram ferimentos no pescoço, braços, mãos e na região abdominal.
Enquanto o atual companheiro entrava em luta corporal com o suspeito para contê-lo, a mulher conseguiu escapar e correr pela estrada em busca de ajuda. Entretanto, por se tratar de uma área rural e isolada, o socorro demorou a chegar. “Saí correndo pela rua pedindo socorro, mas como é área rural, os vizinhos ficaram com medo e ninguém saiu”, desabafou.

Histórico de Abuso

Imagens capturadas pelas câmeras de segurança da residência já foram mencionadas pela vítima como prova do crime. Os vídeos registrariam desde a chegada do homem armado com o pedaço de madeira até o início das agressões físicas.
A vítima revelou ainda que o relacionamento, que durou pouco mais de dois anos, foi marcado por um ciclo de violência. Segundo ela, o ex-companheiro nunca aceitou o término e, durante o tempo em que estiveram juntos, ela teria sido submetida a constantes manipulações psicológicas e ameaças.
O caso segue sob investigação das autoridades locais para a aplicação das medidas protetivas cabíveis e a responsabilização do agressor nos termos da Lei Maria da Penha.

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