​O Perfil do Horror: Agressor de Camila possui histórico de tráfico, armas de guerra e traços de psicopatia

 

A brutalidade do ataque contra Camila (relembre aqui), atingida por 17 facadas, não parece ser um fato isolado na vida do agressor. O Folha de Extrema apurou com exclusividade que o suspeito possui um histórico criminal de alta periculosidade, tendo sido alvo de uma grande operação policial em 2024, na cidade de Itagibá (BA).

O elemento foi um dos detidos em uma operação conjunta entre a CIPE-Central e a 55ª CIPM. Na ocasião, ele fazia parte de um grupo que entrou em confronto armado com a polícia. Enquanto dois comparsas (Gabriel e Mateus) morreram no tiroteio, ele foi um dos sobreviventes que acabou preso. O outro sobrevivente pouco tempo depois foi assassinado. 

​O arsenal e o material apreendido com o grupo na época revelam o nível de envolvimento com o crime organizado:
​Armamento de Guerra: Uma submetralhadora 9mm e um revólver calibre .38. Mais de 600g de drogas (maconha, crack e cocaína), 109 comprimidos de ecstasy e R$ 5.453 em espécie. ​Além de diversos aparelhos celulares.

A apuração do jornal levanta uma hipótese alarmante para os moradores de Extrema. No início do ano passado, o homem apontado como o maior traficante da Bahia, originário da mesma região do suspeito, foi preso em nossa cidade. A presença do agressor em Extrema, somada ao seu histórico na Bahia, sugere que ele pode ser um "braço" ou um soldado dessa facção operando em Minas Gerais.

​O Folha ouviu pessoas próximas ao agressor que descreveram um perfil perturbador. Apesar de vir de uma "família boa", ele teria manifestado traços de crueldade ainda criança. "Ele matava pássaros e cachorros. Sempre foi problemático. As pessoas tentavam dizer que ele tinha problemas mentais para justificar a violência, mas ele é um psicopata", afirmou uma fonte que preferiu o anonimato. Após perder a mãe e a tia que o criava, ele teria se isolado ainda mais no mundo do crime, sendo o único de seus familiares a seguir este caminho.


​Em conversa com o pai da Camila, o sentimento é de dor e medo. Camila já está consciente, mas o trauma psicológico é profundo. O pai relatou ao Folha o horror que sentiu ao entrar na residência onde o crime ocorreu para retirar os pertences da filha.

​Ele descreveu o local como um "ambiente mali****", repleto de imagens e símbolos de natureza diab*****, o que reforça a natureza sombria do agressor e o clima de terror imposto à vítima antes mesmo das facadas. "Temo pela vida dela e pela nossa. O que ele fez foi uma crueldade", desabafou.

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