A Midea quebrou o silêncio e negou que um funcionário tenha sido chicoteado dentro de sua fábrica em Pouso Alegre (MG). Em nota oficial, a multinacional chinesa confirmou que houve um "incidente" entre um gestor expatriado e um colaborador brasileiro, mas afirmou que a situação não ocorreu nas dimensões divulgadas pelo Sindicato dos Metalúrgicos.
Segundo a denúncia da categoria, o operador teria sido agredido com socos nas costelas e golpes usando uma "gaxeta" (borracha de vedação de geladeira).
A empresa informou que ativou seus protocolos internos, afastou o gestor estrangeiro envolvido e criou uma comissão para investigar as condições de trabalho, com o acompanhamento do Ministério do Trabalho e do sindicato. O funcionário agredido optou por continuar em plena atividade.
Apesar das justificativas da empresa, o caso gerou extrema indignação pública. Nas redes sociais, internautas iniciaram um forte movimento de boicote aos produtos da Midea, espalhando campanhas que pedem para os consumidores não comprarem eletrodomésticos da marca.
Para conter a enxurrada de críticas, xingamentos e cobranças por justiça, a multinacional desativou os comentários em suas publicações oficiais no Instagram, blindando os perfis para evitar o desgaste ainda maior da imagem institucional da empresa.
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