Segundo o boletim da PM, os militares realizavam um ponto de monitoramento quando José Maria, conduzindo uma caminhonete L200 Triton, freou bruscamente ao notar a viatura, quase atingindo uma das policiais. Diante da suspeita, o veículo foi abordado e um revólver calibre .38 carregado foi visto no assoalho.
A PM afirma que o idoso se identificou como CAC (Caçador, Atirador e Colecionador), mas declarou não portar os documentos da arma e nem a guia de tráfego, além de relatar que o armamento estava em nome de um familiar. A corporação registrou que ele foi colaborativo e que não houve necessidade do uso de algemas.
A versão da defesa e denúncia de abusos
Em nota oficial, a advogada criminalista Dra. Patrícia Gomes da Silva Guedes Guerra rebateu a versão dos militares e denunciou que o idoso foi vítima de uma abordagem truculenta. Segundo a defesa, o ex-vereador seguia para seu sítio e a arma está rigorosamente documentada, com registro de CAC ativo e Guia de Tráfego válida.
A advogada relata que José Maria acatou a ordem de parada e informou espontaneamente a presença do revólver. Mesmo assim, os policiais teriam apontado armas em sua direção, confiscado seu celular para impedir o contato com a defesa e o arrastado pela camisa, obrigando o idoso de 70 anos a se sentar na lama. De acordo com a nota, um dos militares teria ameaçado: "Ou obedece ou te dou uma rasteira".
A defesa pontua que os documentos estavam na carteira do ex-vereador o tempo todo, mas os policiais militares se recusaram a analisá-los no batalhão.
O cenário mudou ao chegar à Delegacia de Polícia Civil. A advogada elogiou o profissionalismo da instituição, que analisou detalhadamente os documentos, constatou a legalidade do armamento e liberou o ex-vereador imediatamente.