EXTREMA – O bairro Nova Extrema enfrenta uma crise no abastecimento de água que parece não ter fim. Moradores entraram em contato com a redação do Folha de Extrema para relatar uma rotina de privação e prejuízos financeiros, apontando falhas graves no serviço prestado pela Copasa.
Cinco dias sem água: A rotina do desabastecimento
Um dos relatos mais graves vem de um residente que afirma conviver com a falta de água constante desde que se mudou para o bairro, há mais de seis meses. Segundo ele, mesmo possuindo caixa d’água, o sistema não suporta a frequência das interrupções, que chegam a durar cinco dias consecutivos.
"É um inconveniente total e gera muito prejuízo. Já entramos em contato com a Copasa diversas vezes, mas não temos nenhum retorno efetivo. O problema persiste e a gente fica de mãos atadas", desabafa o morador.
Além da falta do recurso, outro ponto que gera indignação é o valor das faturas. Moradores questionam os critérios de cobrança, citando casos em que a conta mensal chega a mais de R$ 300,00, mesmo em residências com poucas pessoas. A contradição é clara: enquanto a água falta nas torneiras, o valor a ser pago não para de subir, o que os residentes classificam como um serviço caro e ineficiente.
A falta de água por períodos prolongados afeta diretamente a higiene básica, o preparo de alimentos e a rotina doméstica, sendo especialmente crítico para famílias com crianças ou idosos. O sentimento geral é de abandono pelas autoridades e pela concessionária responsáve.
A equipe de reportagem do Folha de Extrema tentou contato com a Copasa para questionar o motivo das interrupções frequentes no bairro Nova Extrema e a discrepância nos valores das contas relatadas. No entanto, até o fechamento desta edição, não obtivemos resposta. Continuaremos acompanhando o caso e cobrando uma solução definitiva para os moradores que, há meses, pagam por um serviço que não recebem.