O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Extrema, emitiu uma Recomendação (Nº 2/2026) que expõe um grave esquema de possível favorecimento familiar e fraudes em contratações temporárias na Secretaria Municipal de Educação.
O documento aponta que a prefeitura utilizou "análises curriculares" sem critérios legais ou publicidade para colocar parentes de primeiro escalão na folha de pagamento. O caso mais alarmante citado pelo Promotor Wagner Aparecido Rodrigues Dionizio é o da esposa do próprio Secretário de Educação.
Segundo o MP, ela foi contratada ilegalmente primeiro como professora. Posteriormente, mesmo após a realização de um processo seletivo, a administração ignorou a lista de aprovados no cadastro de reserva para renovar o contrato dela e promovê-la a orientadora pedagógica.
O Ministério Público relembrou que o município de Extrema ignora uma decisão judicial definitiva (transitada em julgado) que exigia a realização de concurso público para frear o inchaço ilegal da máquina pública. O prazo dado pela Justiça para a contratação da empresa organizadora do certame já expirou.
O MP fixou o prazo de 10 dias corridos para o Prefeito Municipal afastar os contratados irregularmente — incluindo a esposa do secretário — e comprovar o andamento do concurso, sob pena de responder por improbidade administrativa e crime de prevaricação.
A reportagem do Folha de Extrema tentou contato com o Secretário de Educação e com a Secretária de Comunicação, Tainara, para que se manifestassem sobre as acusações de favorecimento e ilegalidade. Até o fechamento desta matéria, nenhum retorno foi enviado. O espaço segue aberto.
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Tem muitas Falcatruas nessa Gestão
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