Um homem procurou a Polícia Militar em Extrema para registrar um Boletim de Ocorrência após ser vítima de ofensas homofóbicas e ameaças em um supermercado local. O caso, que agora segue para investigação, revela episódios de violência psicológica.
De acordo com o relato oficial, a confusão teve início devido à demora no atendimento no setor de açougue. Ao questionar um funcionário sobre a espera, a vítima teria sido alvo de xingamentos de baixo calão e ataques diretos à sua orientação sexual.
Em depoimento exclusivo, a vítima detalhou momentos de terror. Segundo ele, o funcionário portava uma faca de açougue e, enquanto proferia as ofensas, batia o instrumento com força contra a mesa e realizava cortes de maneira agressiva, o que foi interpretado como uma clara forma de intimidação e ameaça física.
"Sou novo na cidade e, em 30 anos, nunca havia passado por uma situação parecida. É um sofrimento profundo vivenciar algo tão cruel", desabafou o entrevistado. Ele revelou que o trauma foi tamanho que agora precisa de acompanhamento psicológico para lidar com as sequelas emocionais do ocorrido.
O solicitante afirmou ainda que, logo após o episódio, procurou o gerente do supermercado para reportar a conduta do funcionário e solicitar sua identificação. No entanto, o gerente teria se recusado a fornecer o nome do envolvido, alegando normas da empresa. A identificação do suspeito só foi possível após a chegada da Polícia Militar ao local.
Temendo que o caso fosse "abafado" ou ficasse impune, a vítima decidiu procurar outras autoridades para relatar o crime. "Resolvi levar isso adiante por medo de que caia no esquecimento. Ninguém deveria ser tratado assim", afirmou.
O caso foi registrado pela Polícia Militar e os dados encaminhados para a Polícia Civil de Minas Gerais, através da 8ª Delegacia de Extrema.