O Folha de Extrema recebeu uma denúncia grave e surpreendente que levanta sérios questionamentos sobre os critérios de contratação no serviço público local. Documentos obtidos com exclusividade pela nossa equipe revelam que um funcionário ativo da Secretaria Municipal de Saúde, que atua na função de motorista, possui uma ficha criminal extensa e de alta periculosidade.
O funcionário, identificado como J. O. G., carrega um histórico de condenações que abrange diversas modalidades criminosas graves. Ele possui condenação por roubo à mão armada, com base no Artigo 157 do Código Penal, envolvendo o uso de armas de fogo como revólveres calibres .32 e .38. Além disso, o histórico aponta para crimes de tráfico de drogas, tendo sido flagrado com entorpecentes e aparelhos celulares no interior de estabelecimentos prisionais.
A ficha criminal estende-se ainda para a participação em quadrilhas especializadas no roubo de caminhões e cargas de combustível em rodovias. Mais recentemente, surgiram denúncias relacionadas à Lei Maria da Penha por desobediência de medida protetiva.
Apesar desse histórico, dados oficiais confirmam que o servidor foi admitido em 26 de março de 2024 e consta como funcionário efetivo e ativo na Secretaria de Saúde em pleno ano de 2026.
O fato de um indivíduo com passagens por crimes violentos e envolvimento com quadrilhas atuar como motorista da saúde gera insegurança e levanta sérias dúvidas sobre a eficácia da averiguação de antecedentes criminais no momento da contratação pública.
Nossa equipe de reportagem entrou em contato com a Secretaria de Comunicação da Prefeitura para apurar se a administração tinha ciência desse longo histórico e se o funcionário será afastado preventivamente. Questionamos também quais são os protocolos de segurança adotados para a contratação de profissionais que lidam diretamente com o transporte de pacientes e a população em geral. Até o fechamento desta edição, não houve resposta oficial.
O QUE DIZ A LEI: O exercício de funções públicas exige idoneidade moral. A revelação de que um condenado por roubo e tráfico ocupa um cargo de confiança no transporte de saúde coloca em xeque a gestão de recursos humanos do município.