Um homem de 45 anos e sua mãe, uma idosa de 75 anos, procuraram a 8ª Delegacia de Polícia Civil de Extrema para registrar um Boletim de Ocorrência por ameaça e perseguição. Segundo o depoimento prestado às autoridades, as vítimas alegam estar sendo intimidadas por um indivíduo que atuaria como segurança de um influente político local, motivado por divergências políticas após uma ruptura recente entre as partes.
No relato detalhado no histórico da ocorrência, o solicitante descreve um episódio de violência psicológica ocorrido na Avenida Tancredo Neves. Na ocasião, o suspeito teria desembarcado de um veículo e levantado a vestimenta para exibir uma arma de fogo, proferindo ameaças de morte contra o homem e sua mãe. Com o registro oficial do documento, o procedimento padrão agora segue para a instauração de um inquérito policial, que permitirá a investigação formal dos fatos.
Além da ameaça direta, a família denunciou o que classifica como monitoramento constante. Eles citam a instalação de uma câmera de segurança em um condomínio voltada especificamente para a residência das vítimas, além de episódios de perseguição em locais públicos. A idosa relatou ter sido seguida pelo suspeito em corredores de um supermercado e afirmou ter identificado um veículo da frota municipal em ações de vigilância contra sua família. O homem de 45 anos declarou ainda que a situação tem afetado sua vida profissional, alegando que pressões externas têm impedido sua estabilização em novos empregos.
Diante da gravidade dos relatos, a Polícia Civil deve iniciar a coleta de provas e depoimentos para esclarecer as circunstâncias do caso. O jornal entrou em contato com a Secretaria de Comunicação de Extrema para questionar a existência de vínculo formal ou informal do citado com a administração pública ou com o gabinete político mencionado, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição. O espaço segue aberto para a manifestação dos citados.