Família de Extrema luta contra o tempo para salvar bebê após Estado ignorar ordem judicial


 Uma família de Extrema (MG) vive um drama desesperador que mobiliza a Justiça e o Ministério Público. O pequeno Arthur Luis Ferreira Amorim, de apenas seis meses, está internado há mais de 130 dias no Hospital das Clínicas Samuel Libânio, em Pouso Alegre, aguardando uma transferência vital que nunca acontece. Mesmo com uma decisão judicial favorável determinando sua remoção para uma unidade de referência em São Paulo, o Estado de Minas Gerais é acusado de omissão e descumprimento legal.

​Nascido em Extrema no dia 29 de outubro de 2025, Arthur foi diagnosticado com uma malformação intestinal grave e já passou por quatro cirurgias de grande porte. A condição evoluiu para a síndrome do intestino curto, exigindo reabilitação especializada que o hospital atual admite não possuir. Segundo os familiares extremenses, a equipe médica teria desistido do tratamento, pressionando a família para autorizar o desligamento dos aparelhos e suspendendo a alimentação adequada, mantendo o bebê apenas no soro.

​O caso ganhou contornos ainda mais graves após o pai de Arthur acionar a Polícia Militar para registrar possíveis maus-procedimentos que teriam causado lesões e má circulação no braço da criança. O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) já ajuizou uma Ação Civil Pública contra o Estado, apontando que a ordem judicial de transferência, expedida no início de abril com prazo de 24 horas, foi ignorada.

​Enquanto a Secretaria de Saúde de Minas Gerais alega que busca leitos compatíveis desde o dia 16 de abril, o Ministério Público solicitou à polícia a apuração de responsabilidade criminal dos gestores estaduais por desobediência e omissão de socorro.


Fonte: Jornal + Extrema

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